Todo ano é a mesma história..

Todo ano é a mesma conversa..

Desde o primeiro mandato do anterior Prefeito do Municipio do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi criado uma proposta para criação de mais escolas e creches no período integral de modo que ajudasse a inserção das crianças nas unidades escolares enquanto seus respectivos responsáveis ocupavam em outras atividades.

A população amou a idéia e a noticia causou muito alvoroço na classe dos profissionais de educação que agora teriam a oportunidade de desenvolver também novas competências no âmbito do desenvolvimento infantil.

Em Fevereiro de 2010, há 7 anos atrás, foi disponibilizado o modelo conceitual e estrutural dos espaços de desenvolvimento infantil que seriam construídos em todos os bairros do Municipio do Rio de Janeiro totalizando cerca de 30 mil vagas para creches e 10 mil vagas para pré escola de acordo com a necessidade observada pela SME (Secretária Municipal de Educação) pela alta demanda (3pg – 2 alinea do Modelo Conceitual e Estrutural -EDI).  Os EDI´s como é  conhecido popularmente, se tornou o projeto “queridinho” da população, principalmente nos bairros periféricos, onde além de ter uma carga horária mais extensa, daria a oportunidade de atender ao público a partir de 3 meses de idade, disponibilizando até o BERÇÁRIO.

Cada EDI dispõe de:

  • Sala de primeiros socorros
  • Biblioteca Infantil
  • Atendimento  Integral (Para crianças entre 3 meses e 5 anos e 6 meses no horário de 7:15h às 17:15h).

 

A equipe de profissionais disponíveis nas unidades é composta de:

  • Diretor
  • Diretor-Adjunto
  • Coordenador Pedagógico
  • Professores articuladores
  • Professor regente
  • Agente Auxiliar de creches que se modificou para Agente de Educação Infantil
  • Dinamizador de acervo
  • Professor de Educação Física.

Pois bem, ano passado estivemos na presença do antigo Secretário Executivo de Coordenação do governo no município do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, onde questionamos a redução das turmas nos EDI’s e o termino do serviço integral onde obtivemos uma resposta contraditória às afirmações que o mesmo fez na ocasião e não ocorreu.

Este ano como se nada mais pudesse piorar, já que os berçários foram realmente suspensos e a redução de turmas também aconteceu, o CIEP Luis Carlos Prestes volta a ser motivo de atenção de nós, população residente da Cidade de Deus e consumidores do serviço de educação conforme previsto por lei, já que o mesmo NÃO ABRIU TURMAS! Sim, recebemos relatos de inúmeros responsáveis que tentaram fazer sua matricula pelo site (www.matricula.rio) e não conseguiram pois não consta no cadastro há opção do CIEP com vagas disponíveis.

Infelizmente a justificativa sempre é a mesma: NÃO HÁ PROCURA! Procede isso comunidade? E não para por aí.. segundo relatos de responsáveis que nos procuraram para “denunciar” tal ocorrido, a surpresa do fechamento desta unidade não é para os que já estudam lá, segundo os mesmos, o fechamento já era previsto tendo em vista que o CIEP Luis Carlos Prestes fica localizado no interior da comunidade, entre os Apartamentos e o Pantanal e traz não só para os profissionais como também para população, a sensação de insegurança devido aos últimos episódios de confrontos na localidade.

Já pensou se isso vira moda nas favelas do Rio? Porque dizer que não há procura de vagas em uma das unidades escolares de um bairro com aproximadamente 60 mil habitantes já é uma grande blef; Fechar o mesmo com o argumento de que não há procura pelo fato de instabilidade da segurança pública é o cúmulo do absurdo e da segregação dos nossos direitos básicos.

QUEREMOS TODAS AS ESCOLAS ABERTAS SIM!

QUEREMOS CRECHE EM PERIODO INTEGRAL!

QUEREMOS NOSSO BERÇÁRIO DE VOLTA!

QUEREMOS TER OS NOSSOS DIREITOS GARANTIDOS, SIM!

Não estamos pedindo nenhum favor, é direito nosso!

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